Dr. Loss Responde

1. Qual amplitude do TPM atualmente?

Desde que foi apresentado, em 1971 pela JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), o TPM (Total Productive Maintenance) com seu foco inicial na área produtiva ganha projeção nos departamentos auxiliares e de gestão atingindo toda cadeia de uma organização, desde a entrada da matéria prima até a entrega do produto ao cliente final. A sigla inicial – TPM se consolida e continua atualizada, entretanto o método que tem como filosofia Manter um sistema Produtivo com a participação de Todos, evolui e se desdobra com um M de “Management” (Total Productive Management) e posteriormente com um P de “Profit”. Sua 4ª geração pode ser compreendida por “Total Profit Management”.

Desenvolvendo-o como uma técnica (composição de ferramentas) ou como um modelo de gestão seu principal objetivo é a identificação e redução das perdas da organização. O foco é na perda zero, portanto seu desenvolvimento necessita de disciplina e continuidade. Embora o TPM (Total Productive Maintenance) nascesse em indústrias de processo seriado (autopeça) rapidamente se disseminou a qualquer tipo de ramo industrial, inclusive para o processo contínuo, onde atualmente se concentra o maior numero de certificações pela JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance).

 

2. Qual o tempo de implantação do TPM?

Como argumento para esta resposta se diz que o tempo da aplicação da metodologia depende fundamentalmente de dois aspectos: do estado das máquinas e equipamentos e do estado das pessoas que trabalham nesta organização.

O nível de deterioração do ativo está associado ao comportamento dos profissionais e aos valores desta organização, entretanto podemos resumir que numa primeira fase do método os resultados mais expressivos deste aprendizado são consolidados no 3º ano de sua aplicação. Evidentemente que as áreas iniciais (pilotos) apresentam a reversão de alguns indicadores no primeiro ano de atuação no gemba (chão de fábrica).

 

3. Quais os ganhos com a aplicação do TPM?

TPM se consolida quando o aplicamos como metodologia de resultados, portanto requer indicadores (KPIs) que se desdobram pelo aumento da capacidade produtiva e do OEE (Overall Equipment Efficiency) , pois atua principalmente na redução das quebras, no tempo de setup, no incremento da velocidade, na redução dos ajustes e dos problemas de qualidade. A partir do valor medido pelo OEE (Overall Equipment Efficiency) – rendimento operacional global do equipamento ou da linha, e do aproveitamento da capacidade da planta , se tem uma noção mais exata de quanto o método pode trazer de resultados para a organização. Como a média do OEE das máquinas no nosso território ainda é baixa (entre 55% e 60%) ainda podemos obter excelentes benefícios ao atingir os números acima de 85% (considerando-se processos seriados). A cada desdobramento do TPM para os demais setores administrativos e de gestão, outros indicadores se fazem necessários para a medição dos resultados, como a redução do lead time do projeto, a redução do tempo de distribuição, das devoluções, do custo de desenvolvimento, e tantos outros que interagem com o input e output dentro de uma organização. Para os processos contínuos o principal indicador utilizado é o OPE (Overall Plant Effectiveness) – rendimento operacional global da planta.

 

4. Como devemos proceder para o início do TPM?

Como em qualquer metodologia há necessidade de aprendizado, entretanto se pudermos conciliar o aprendizado aos ganhos será muito mais atraente aos olhos da direção e dos investidores. Para tal a adoção do TPM (Total Productive Maintenance) se dá em áreas piloto que devem seguir certas regras para a escolha, principalmente vislumbrando resultados e necessidade de mudança de postura de uma equipe. Este método também permite o aprendizado pela organização dos recursos que requer a sua aplicação, evitando frustrações das áreas de apoio à produção porque não conseguem cumprir as tarefas para continuidade do mesmo. A formação da massa crítica envolvida, desde seus gestores até os colaboradores, a criação de uma estrutura para o aprendizado do método e uma coordenação são também condições essenciais e favoráveis ao rápido desenvolvimento do TPM.

 

5. Qual o número mínimo de Pilares do TPM a se implementar?

O TPM foi apresentado pelo Japão aos demais países do mundo quando tinha seu foco praticamente nos equipamentos, mas desde essa época havia como alicerce 3 pilares ou bases de sustentação: o desenvolvimento da Manutenção Autônoma (figura do operador), o desenvolvimento da Manutenção Planejada (figura do mantenedor) e o treinamento para a o pessoal de operação e para o pessoal da manutenção. No decorrer do tempo (2ª geração) a metodologia já se constituía de um novo pilar denominado Melhoria Específica ou Focada, sendo este responsável por atuar na identificação das perdas crônicas e na sua eliminação, promovendo ganhos mais rápidos e sustentáveis à metodologia, além do envolvimento dos departamentos de engenharia, processo, qualidade e outros que se fizerem necessários . Esse novo atributo do TPM (Total Productive Maintenance) equilibra a balança entre gastos e ganhos, e permite atuar de forma mais estratégica ao negócio. Esses Pilares são caracterizados pela Confiabilidade ou Produtividade, portanto se recomenda partir com a integração de Melhoria Específica, Manutenção Autônoma, Manutenção Planejada e Educação e Treinamento. O complemento de sua aplicação, para tornar-se um sistema de gestão, está baseado nos demais 4 pilares: Controle Inicial, Manutenção da Qualidade, TPM nas áreas Administrativas e Segurança, Higiene e Meio Ambiente.

 

6. Como deve ser a estrutura para implantação do TPM?

As atividades deste método devem ser incorporadas no dia a dia da produção ou dos departamentos que o desenvolvem. Para tal, temos a estrutura funcional ou hierárquica de uma empresa que recebem atividades a serem desenvolvidas nas reuniões dos comitês já existentes, entretanto cada assunto precisa ser entendido, formatado e compartilhado. Para tal temos os times formados por pessoas de diferentes departamentos, que representam os subcomitês ou pilares. Toda esta ação recebe o apoio de um coordenador que se dedica full time para a implantação e aprimoramento do método.

 

7. TPM ou LEAN?

A cada oportunidade que se faz esta pergunta aos nossos mestres da JIPM, precursores do TPM e que ajudaram a idealizar e implementar o TPS (Toyota Production Systems), uma resposta contundente sempre é dada: os dois ! Um sistema Lean, filosofia de trabalho enxuta, sem estoques intermediários, puxado, defeito zero, não é possível sem uma perfeita base que se destaca no controle total dos 4M’s (método, material, máquina e homem) e isto se faz com a implantação do TPM. O sistema Toyota de produção, no qual se baseia o Lean, é repleto de técnicas ou conjunto de ferramentas que são seus pilares e tornam possível a implantação de tal filosofia.

 

8. É necessária alguma base de preparação antes da adoção do TPM?

Empresas que já adotam princípios de organização e limpeza, como o 5”S” (seiri, seiton, seiso, seiketsu, shitsuke) certamente tem maior facilidade inicial a adoção do TPM, pois as instalações já se encontram mais limpas e conservadas sendo que o procedimento de inspeção se torna mais fácil. Entretanto é plenamente possível se iniciar sem a base consolidada sendo que a abordagem da primeira etapa da Manutenção Autônoma será um pouco mais trabalhosa na recuperação inicial do estado das máquinas e equipamentos. Outro fator que difere é o tipo de empresa, pois há organizações que devido ao produto fabricado é obrigatório à boa conservação e organização da planta.

 

9. Há uma certificação para o TPM?

Sim, e esta certificação é exclusivamente concedida pela JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), organização com sede em Tóquio – Japão, precursora e responsável pela metodologia TPM. Há diferentes níveis ou categorias do prêmio, sendo estabelecida uma sequência e pode ser alcançado a partir do 3º ano de aplicação do TPM – excelência TPM, excelência na consistência, especial, especial avançado e classe mundial. Há obrigatoriedade de implementação dos 8 Pilares que se destacam pelo nível de evolução e abrangência na organização ao passar dos anos: Melhoria Específica; Manutenção Autônoma; Manutenção Planejada; Educação e Treinamento; Controle Inicial ou Gestão Antecipada; Manutenção da Qualidade; TPM nas Áreas Administrativa; Segurança, Higiene e Meio Ambiente.

 

10. O que a Loss Prevention faz para ajudar as organizações que pretendem implantar o TPM?

A Loss Prevention possui um time de instrutores e consultores com formação internacional pela JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance), organização precursora do TPM e detentora do material desenvolvido para a aplicação junto as organizações. Nossa parceria permite a utilização do mesmo e a constante atualização de nosso corpo técnico. Nosso compromisso é o permanente auxilio às empresas no desafio da eliminação das perdas e aumento de produtividade, sendo que nossos principais produtos são: Treinamentos; Assessorias; Diagnósticos; Preparação para assessment.

1. Por que as organizações de sucesso consideram o capital humano como o seu principal ativo?

As pessoas são cada vez mais determinantes para o sucesso e para o crescimento de uma organização. O processo de definição de estratégias de mudanças passa, necessariamente, pela qualificação de recursos humanos. O capital humano é quem detém o conhecimento adquirido pela empresa, sendo necessário gerenciá-lo, transformando o conhecimento de seus colaboradores em diferenciais competitivos.

 

2. Por que investir na área comportamental?

Porque além das habilidades técnicas, o aspecto comportamental ganhou relevância já que o sucesso de uma organização está fortemente ligado ao comportamento das pessoas. Nos dias atuais, a empresa que tiver as melhores pessoas é que terá os melhores resultados. E as habilidades comportamentais é que mostram o engajamento ou comprometimento com os objetivos da organização.

 

3. Quais programas podem ser desenvolvidos na área comportamental?

A necessidade da empresa direciona a estrutura de um programa comportamental que é montado em função dos comportamentos que a organização quer fortalecer em seus colaboradores na sua estratégia de desenvolvimento. O Trabalho em Equipe e o Desenvolvimento das Habilidades de Liderança são os programas que as organizações estão dando maior enfoque.

 

4. Qual a relação do TPM com a área comportamental?

Primeiramente a metodologia do TPM está diretamente ligada a mudança de comportamento das pessoas já que o comprometimento, o trabalho em equipe e a autonomia na busca dos resultados é essencial para o sucesso da implantação, mudando também a forma de gestão das pessoas.

 

5. Qual a importância do Pilar Educação e Treinamento?

O Pilar Educação e Treinamento cria um sistema de gestão das habilidades diminuindo o “gap” entre a situação atual e a desejada em relação a cada colaborador. A estruturação da Matriz de Habilidades facilita a gestão e determina com eficácia a necessidade das habilidades do homem diante de cada função, alinhando um plano de treinamento no tempo certo.

 

6. Como a Loss Prevention pode contribuir com a sua empresa?

A Loss Prevention dispõe de cursos comportamentais (vide produtos e serviços em nosso site) e profissionais especializados neste campo para prestação de assessorias. Os trabalhos tem a função de estruturar programas comportamentais de acordo com a necessidade de cada organização e alinhar um sistema de gestão de habilidades, com a Matriz de Habilidades, através do Pilar Educação e Treinamento.

 

1. O que é a norma ISO 9001?

ISO é a sigla da Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization). A série ISO 9000, é um conjunto de normas voltadas para padronização e melhoria contínua do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) das organizações, sendo a ISO 9001 a única norma certificável da série. No Brasil a ISO 9001 é regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sob responsabilidade do CB-25, recebendo então a denominação NBR ISO 9001. O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) funciona como um instrumento para ajudar o gestor não só a encontrar e corrigir processos ineficientes, mas principalmente promover a melhoria contínua dos processos dentro de uma organização. Além disso, a ISO 9001 é uma forma de documentar a cultura da organização, permitindo que o negócio cresça mantendo a qualidade dos bens e serviços prestados. Em sua essência visa estabelecer critérios para o gerenciamento do negócio tendo como foco principal a satisfação do cliente, para isso propõe: – Comprometimento total com a qualidade abrangendo todos os níveis da organização; – Padronização dos processos que afetam a qualidade; – Gerenciamento eficaz dos recursos ; – Estabelecimento e gerenciamento de indicadores que demonstrem a eficiência e eficácia dos processos, com foco nos resultados.

 

2. Posso ter um sistema de qualidade implantado sem ser certificado?

Sim, pode. Ter um certificado ISO 9001 significa que uma organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) estabelecido de acordo com os requisitos de uma norma internacional, mas não há obrigatoriedade de se ter a certificação. As normas foram criadas para que as empresas as adotem de forma voluntária. O que acontece é que muitas empresas passaram a exigir de seus fornecedores a certificação do sistema, como forma de reduzir seus custos de inspeção partindo do princípio de que o fornecedor tem um bom sistema que controla a qualidade e, portanto não há necessidade de se inspecionar os produtos adquiridos. Nesses casos a certificação passa a ser um requisito de cliente e, portanto para poder fornecer à esta empresa será necessário fazer a certificação de seu sistema.

 

3. Como faço para ter um certificado ISO 9000 para minha empresa?

A maioria das empresas possui um sistema de gestão da qualidade, porém este não é formalizado, portanto o primeiro passo é tornar formal o sistema já existente, fazendo adequações onde forem necessários para alinhar com os requisitos da norma ISO 9001. Outro ponto chave é o treinamento de todos da organização, para alinhamento com os novos processos e principalmente para que seja despertado, em todos, o comprometimento com a qualidade e a satisfação do cliente. Ao final deste processo, que inclui realizações de auditorias internas para garantir a adequação e aderência do sistema à norma objetivo, deve-se contatar um organismo certificador que realizará uma auditoria confirmando que a organização atende aos requisitos da norma. O organismo certificador é uma entidade independente e autorizada para realizar as auditorias. Cada país tem o seu órgão acreditador que autoriza as certificadoras a realizar as auditorias, no Brasil esse órgão é o “INMETRO”.

 

4. O que é a norma ISO 14001?

A série ISO 14001 é um conjunto de normas criadas para auxiliar empresas a identificar, priorizar e gerenciar seus riscos ambientais como parte de suas práticas usuais, fazendo com que a empresa dê uma maior atenção às questões relevantes de seu negócio e promovendo o compromisso com a prevenção da poluição e com a melhoria contínua, como parte do ciclo normal de gestão empresarial. No Brasil, a série ISO 14000 é regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sob responsabilidade do CB-38, recebendo a denominação ABNT NBR ISO 14000. A norma ISO 14001, é a única norma certificável da série e especifica os requisitos de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) permitindo a uma organização desenvolver e praticar políticas e metas ambientalmente sustentáveis. A ISO 14001 estabelece critérios para um adequado gerenciamento do negócio tendo como foco principal o atendimento integral à legislação ambiental, visando minimizar os impactos ambientais de sua operação, através do adequado gerenciamento dos recursos humanos e de materiais, estabelecimento de planos, procedimentos, instruções e registros de trabalho formalizando todas as atividades que afetam a gestão ambiental e do monitoramento dos processos através de indicadores e tomada de ações quando os objetivos pré-estabelecidos não são alcançados. A implementação dessa norma é requisitada por empresas que desejam estabelecer ou aprimorar seu SGA e como benefício de sua implantação podemos destacar: – maior segurança sobre políticas ambientais praticadas; – maior facilidade para demonstrar estar de acordo com práticas sustentáveis a clientes e a organizações externas; – redução de perdas e descartes; – prevenção de problemas ambientais; – reflete uma imagem positiva da organização perante a sociedade, clientes e órgãos ambientais ; – perpetuação do negócio da organização pela adoção de um modelo sustentável. Além disso, a norma tem uma estrutura bastante similar à ISO 9001 e portanto podem ser perfeitamente integradas em um único Sistema de Gestão, conhecido no mercado como Sistema Integrado de Gestão.

 

5. O que é a norma OHSAS 18001?

A palavra OHSAS significa: Occupational Health and Safety Assessments Series oficialmente publicada pela BSI – British Standards Institution. A Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS 18001) é o sistema de gestão da segurança no trabalho mais conhecido. A norma tem uma estrutura bastante similar à ISO 9001 e ISO 14001 e, portanto, podem ser perfeitamente integradas em um único Sistema de Gestão, conhecido no mercado como Sistema Integrado de Gestão. A OHSAS 18001 estabelece critérios para um adequado gerenciamento do negócio tendo como foco principal a saúde e segurança do trabalhador e das pessoas expostas a sua operação, através do adequado gerenciamento dos recursos humanos e de materiais, o estabelecimento de procedimentos, instruções e registros de trabalho e o monitoramento dos processos através de indicadores e tomada de ações quando os objetivos pré-estabelecidos não são alcançados.

 

6. O que é implantação de um Sistema de Gestão?

A implantação de um Sistema de Gestão de qualquer tipo é uma tarefa complexa, mas fundamental para organizações que buscam a melhoria dos seus negócios. Bom planejamento e apoio da alta direção são primordiais para o sucesso do projeto. Por propor alterações em processos já perpetuados em uma organização a implantação de um sistema pode gerar estresse em determinados momentos, nessas situações algumas regras e conselhos podem ajudar: – Planeje, planeje, planeje… um planejamento prévio e detalhado das atividades irá ajudar a manter o processo de implantação e o cronograma estabelecido; – Mantenha a identidade da organização, não busque modelos pré-concebidos existentes no mercado; – Busque o envolvimento de todos, demonstre que um sistema é um quebra-cabeça complexo e cada peça é fundamental no resultado final; – Tenha foco no resultado, que pode ser alcançado por caminhos diferentes, busque aquele caminho o qual a organização mais se identifique. O processo de implantação de um sistema de gestão pode ser dividido em cinco etapas: .Escolha, Instalação, Implantação, Treinamento e Acompanhamento.

 

7. O que é auditoria de um sistema?

Segundo a definição da própria ISO 9000: “Auditoria é o processo sistemático, documentado e independente, para obter evidência de auditoria e avaliá-la, objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos.” Tendo-se esta definição fica fácil de entender que as auditorias devem ser: – Planejadas com base na norma escopo da auditoria; – Documentada em sua totalidade, incluindo todo o caminho seguido pelo auditor, não somente o resultado final; – Independente, ou seja, isenta de qualquer tipo de conflito de interesses; – Deve ter como objetivo encontrar evidências objetivas de conformidades com a norma escopo da auditoria.

 

8. Quais são os tipos de auditorias?

Os tipos de auditorias podem ser divididos em: – Auditoria de primeira parte, ou auditoria interna – são conduzidas pela própria organização ou em seu nome, com o propósito de autoavaliação de seu sistema de gestão permitindo a alta direção a tomada de ações necessárias. Podem ser realizadas por auditores internos da empresa, desde que demonstrem isenção da atividade que está sendo auditada. É um requisito mandatório para empresas certificadas como parte do processo de melhoria contínua; – Auditoria de segunda parte (auditoria externa) – são conduzidas pelas partes que têm um interesse pela organização, tais como clientes, com o propósito de avaliar se o sistema do fornecedor deste está em conformidade garantindo que os requisitos do cliente para o fornecedor estão sendo atendidos. Esta auditoria mostra-se muito importante, pois está relacionada diretamente com transação comercial e pode ser afetada pelos seus resultados. – Auditoria de terceira parte (auditoria externa) – são conduzidas por organizações externas e independentes que não tem nenhum interesse no resultado da auditoria. Tais organizações fornecem certificados ou registros de conformidade com requisitos da norma escopo. De maneira geral elas são realizadas com a finalidade de certificação do sistema de gestão, para premiações e reconhecimentos ou também para o esclarecimento de dúvidas sobre algum processo de auditoria anterior (auditorias de follow-up).

 

9. O que é um auditor interno da qualidade?

O auditor interno da qualidade é uma pessoa que, independente de suas atividades e responsabilidade dentro da organização, também é qualificada para planejar e conduzir auditorias de acordo com normas de qualidade aplicáveis, pode ser certificada ou simplesmente designada por autoridade superior e deve possuir treinamento específico em auditorias da qualidade ministrado por uma entidade competente. Algumas características adicionais são de grande valia, tais como: ser ético, ter a mente aberta, ser diplomático, observador, perceptivo, versátil, decisivo, persistente e focado naquilo que executa. Também é de responsabilidade do auditor interno de qualidade coordenar os programas de auditoria interna e procedimentos relacionados com a qualidade, visando identificar não conformidades e orientar os usuários quanto ao correto entendimento e aplicação das normas e procedimentos. Complementa ainda as atividades fazer o acompanhamento das áreas auditadas para verificar a implementação das ações corretivas, preventivas ou de melhorias e avaliar se os resultados das modificações estão de acordo com o planejado.

 

10. Como posso me qualificar como auditor?

Participando dos treinamentos de auditores internos, interpretação de normas e acompanhando o maior número possível de auditorias. Só os treinamentos não são o suficiente para realizar uma boa auditoria, a vivência e experiência do auditor também são muito importantes, e o auditor só melhora seu conhecimento na prática através da realização ou acompanhamento de auditorias.

 

11. Como a Loss Prevention pode ajudá-lo neste caminho?

Capacitando, realizando avaliações de competência, treinamentos teóricos e práticos, estruturando seu sistema de gestão e documentação através do mapeamento de processos, elaboração de documentos e procedimentos, e realização de auditorias internas e em fornecedores, como também acompanhando suas auditorias de 1ª, 2ª e 3ª partes.

 

1. O que é RCM ou MCC ?

Reliability Centered Maintenance (RCM) ou Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC) é uma metodologia desenvolvida especificamente para gestão de ativos físicos, normatizada segundo as SAE JA1011/12. Seu ponto forte é definir as ações de manutenção necessárias à máxima confiabilidade operacional, eliminando tarefas desnecessárias e onerosas, reduzindo portanto os custos envolvidos com manutenção proativa periódica. Trata ainda prioritariamente os aspectos relacionados à segurança e meio ambiente, com destaque aos dispositivos de proteção.

 

2. Qual a importância da ISO 55000, ou moderna gestão de ativos, para a manutenção ?

Essa nova visão nos remete a pensar que a confiabilidade leva a resultados financeiros importantes e que esses resultados são geridos por um nível hierárquico elevado na empresa. Portanto essa tarefa não deve, e não pode ser, responsabilidade apenas do departamento de manutenção. A gestão de ativo remete à visão clara de riscos que podem ou não ser assumidos pela alta direção da empresa, sempre buscando os melhores resultados.

 

3. O que é Gestão de Riscos?

O Gerenciamento Corporativo de Riscos, segundo a norma internacional ISO-31000 de 2009, é o termo aplicado a um método lógico e sistemático de estabelecer o contexto, identificando, analisando, avaliando, tratando, monitorando e comunicando os riscos associados com qualquer atividade, função ou processo de modo a capacitar as organizações a minimizar as perdas e maximizar as oportunidades.

 

4. Como a Loss Prevention pode ajudá-lo ?

Objetivando otimizar as melhores práticas na gestão dos ativos, possibilitando melhores resultados às empresas, disponibilizamos conjuntamente com nossos parceiros, produtos, experiência e expertise para garantir uma solução ao seu negócio. Esta parceria com as melhores empresas no segmento resulta na realização de cursos de formação de Facilitadores RCM e assessorias a implementação do mesmo, apoiados por software especializados em EAM (Gerenciamento de Ativos Empresariais).

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